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 O maravilhoso mundo das ROMs e um menino chamado Android

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burnaut
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MensagemAssunto: O maravilhoso mundo das ROMs e um menino chamado Android Dom Mar 04, 2012 6:51 pm


Uma das coisas que separa o sistema operativo Android da maioria dos restantes sistemas operativos móveis é o facto de este ser aberto. E, se é certo que todos os outros sistemas operativos móveis, uns mais que outros, permitem algum nível de personalização, em nenhum outro o sistema operativo é tão maleável pela comunidade e, consequentemente, pelo utilizador final.
Quem possui um terminal com o sistema operativo Android, de certeza que já ouviu falar em ROMs e na palavra root. Em outros sistemas, a instalação de ROMs que não aquelas fornecidas pelo fabricante, normalmente não é permitida. No Android, esse mundo antes um pouco “underground” é incitado e com ele surgem grandes melhorias para a plataforma.

Com este artigo vamos tentar dar a conhecer a génese desse género de modificações, dando ênfase à abertura do sistema e ao papel da comunidade enquanto força motriz ao serviço do utilizador final.

Mas antes de começar, percamos uns segundos a definir alguns termos mais “eruditos”:

Glossário Android

root


É o utilizador com privilégios (“poderes”) máximos em sistemas UNIX, GNU/Linux, derivados de BSD e também no Android. Este utilizador está também presente no Android, embora venha na maioria dos dispositivos desactivado. Este utilizador tem permissões para ler, escrever e executar tudo o que diz respeito ao sistema.

ROM

É o termo designado a uma imagem do sistema operativo completo incluído num determinado dispositivo. Neste caso a ROM é o software que está instalado nos terminais com o qual o utilizador interage. Também pode ser usado o termo firmware.

AOSP

Quer dizer Android Open Source Project e é o pai de todas as ROMs que existem para Android. É com este código-base que pode ser compilada e criada uma ROM para qualquer terminal com Android e até para alguns terminais que não correm Android de origem, como é caso do HD2 da HTC e até mesmo os Nokia N770/800.

Recovery

É uma imagem bastante pequena do AOSP com apenas o básico para o sistema arrancar em determinado terminal. É utilizado para fins de recuperação de sistema ou para a instalação de novas ROMs. Também estas podem ser customizadas no sentido de lhes acrescentar mais funcionalidades, como por exemplo backups, particionamento de cartões de memória, etc.

SPL

A SPL é um bootloader, i.e., o que inicia o arranque do sistema operativo, neste caso Android. Pensem nela como uma BIOS ou a EFI de um PC.

Comunidade vs OEM vs Google

Actualmente existem 3 tipos de ROMs que podem ser categorizadas pelo seu “criador”.
As ROMs with Google são aquelas que são distribuídas normalmente nos Developer Phones e mais recentemente no Nexus One. Estas ROMs são caracterizadas por terem somente o código proveniente do AOSP, como todas as ROMs, e as aplicações da Google como é o caso do Google Maps, Google Mail, etc.

As ROMs OEM são as que são alteradas pelo fabricante e/ou pelo operador do móvel. Neste tipo, infelizmente (já lá chegaremos ao porquê), temos bastantes variantes: da HTC com SenseUI, da Vodafone com o tema da Vodafone, da Acer com aplicações próprias da Acer, entre outras. De uma forma simples, é uma camada extra de software que o fabricante/operador adiciona quer por uma questão de branding quer para adicionar alguma funcionalidade/aspecto diferenciador.
Por último, as ROMs community-driven são aquelas em que o criador é um utilizador comum da plataforma e que decidiu criar uma ROM com algumas alterações que lhe pareciam convenientes para um determinado terminal Android. Estas ROMs podem conter alterações diversas, desde simples optimizações a nível de desempenho até a uma grande alteração ao nível da interface e da experiência do utilizador. Não há grandes limites ao que se pode fazer, embora, em rigor jurídico, apenas se devesse incluir código proveniente do AOSP e disponibilizado pelos fabricantes para esse intuito.


Agora, o porquê de termos classificado a existência de várias ROMs OEM como infeliz. Sendo que qualquer pessoa é livre de alterar o código do AOSP e distribuir uma ROM, por consequência, incluí os fabricantes e operadores (como é óbvio).

Acontece que os fabricantes e os operadores normalmente alteram de tal forma o código base que depois é difícil para eles acompanharem o desenvolvimento do AOSP. O resultado disto é conhecido como fragmentação, mas se calhar nem todos têm noção disso, e que ao serem vendidos terminais novos baseados na versão 1.5 do Android, e consequentemente do AOSP, quando este já vai na versão 2.1, causando uma infeliz fragmentação da plataforma Android e uma experiência de utilização pouco coerente entre utilizadores e programadores de aplicações.
Leva ainda a que os utilizadores finais se sintam um pouco desamparados na hora das actualizações do sistema operativo, pois cabe ao fabricante (e não à Google) a integração do novo código na sua plataforma proprietária, o que pode dar a ideia errada que a Google deixou de suportar aquele terminal.

A Google só disponibiliza o AOSP, os programas Google Experience (GMaps, Googles, YouTube, GMail, GCalendar, etc.) e o Market (serviço que disponibiliza o acesso e instalação de aplicações). Por isso é que telemóveis com ROMs with Google, como é o caso do ADP (Android Developer Phone) 1 e 2 e do Nexus One, estão mais livres para seguir o código base da plataforma e nunca ficarem para trás. O mau da fita é mais uma vez o fabricante que, por vezes, não disponibiliza o código fonte de drivers fulcrais para o funcionamento do sistema.

Visto isto, torna-se agora mais evidente o porquê da existência de ROMs community-driven. A grande maioria destas ROMs trás novas funcionalidades aos terminais portando, integrando as recentes alterações no AOSP naquele telemóvel. Adicionam também algumas funcionalidades não existentes em qualquer ROM OEM para melhorar a experiência do utilizador, ou inclusive funcionalidades provenientes de fabricantes diferentes do terminal de destino. Alguns exemplos mais carismáticos destas ROMs incluem a famosa CyanogenMod e outras como a MyHero, Desire2Nexus (estas últimas implementando a interface proprietária da HTC, o Sense UI).


As ROMs CyanogenMod são conhecidas pelo seu desempenho acrescido e pelas funcionalidades adicionais relativamente à ROM OEM do dispositivo de origem. Entre muitas alterações, coisas tão diversas como a rotação do ecrã (que permite que a imagem no visor do telemóvel rode para todos os sentidos, incluindo de pernas para o ar) em 360º estão incluídas. O limite é a imaginação de quem coopera no projecto. Não esquecer que, e honrando toda a filosofia subjacente ao Android, todo o código está disponível abertamente para quem quiser contribuir para este magnífico esforço (http://source.android.com/).

No caso da ROM MyHero, esta trás a SenseUI para os terminais HTC Magic, interface já conhecida de todos os utilizadores de terminais HTC Hero e que agora surge também oficialmente na versão mais recente da ROM para os HTC Magic.

Por fim, a ROM Desire2Nexus é uma ROM que é baseada na ROM do HTC Desire, mas “portada” para o Nexus One. Basicamente o que trás de novo é a SenseUI, mas trás também FM Radio (ainda não funcional), e outras funcionalidades novas.

Conclusão

Escolha. É esta a palavra fundamental que devemos associar ao Android. As potencialidades do nosso terminal não acabam no momento da compra, podendo ser expandidas enquanto a comunidade e o hardware o permitir. A comunidade e a diversidade de ROMs que esta produz e melhora todos os dias permite tirar 100% do nosso telemóvel. Quando sentimos falta de alguma funcionalidade, o mais provável é alguém já ter pensado nisso, distribuindo essa melhoria pela comunidade. Mesmo que não tenha, normalmente os programadores são muito receptivos a sugestões para melhorar a sua ROM.

A lamentar, o facto de alguns terminais virem de tal forma protegidos que é impossível instalar-lhes uma ROM que não aquelas permitidas pelo fabricante. As excepções óbvias (e legais) a estes terminais, são o Nexus One e os ADP 1 e 2 que foram desenhados e pensados com isso em mente.
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DarkLess
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MensagemAssunto: Re: O maravilhoso mundo das ROMs e um menino chamado Android Dom Mar 04, 2012 9:44 pm

Fiquei esclarecido, +1 pela partilha
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oxkar20
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MensagemAssunto: Re: O maravilhoso mundo das ROMs e um menino chamado Android Dom Mar 04, 2012 10:46 pm

Bom topico... Agora ja percebo mais um pouquinho
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MensagemAssunto: Re: O maravilhoso mundo das ROMs e um menino chamado Android

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